6 de setembro de 2011

Casos de malária caem 19% em um ano no Amapá

O número de casos de malária no Amapá caiu 19% nos primeiros seis meses deste ano em relação ao mesmo período de 2010. Entre janeiro e junho de 2011, as notificações somaram 5.002, contra 6.195 no mesmo período de 2010. Os dados constam no Balanço Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado ontem (5).

Já em toda a Amazônia Legal a queda dos casos de malária foi de 31% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2010. A região amazônica concentra 99% dos casos registrados no país.

"Os dados positivos são o resultado de uma ação integrada, que inclui a intensificação de ações de rotina para diagnóstico precoce e tratamento oportuno de pacientes", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a divulgação dos dados. Para ele, os números refletem o empenho dos gestores federais, estaduais e municipais no controle da doença.

A diminuição do número de casos foi verificada em todos os estados da Amazônia Legal. No Acre, foi de 45%; no Amapá 19%; Amazonas 41%; Maranhão 39%; Mato Grosso 27%; Rondônia 36%; Roraima 29%; Tocantins 30%; e Pará 21%. O número de infecções pelo Plasmodium falciparum passou de 26.917 para 13.464.

"Estamos animados porque vencemos mais uma batalha e conseguimos a diminuição dos casos de malária. Agora, vamos agir antecipadamente, já mapeamos quais são os municípios prioritários e a ideia é intensificarmos o trabalho nessas áreas", enfatizou o ministro.
"Essa diminuição no Estado se deve ao empenho que o Governo do Amapá vem fazendo através da Coordenadoria de Vigilância e Saúde – CVS nos municípios onde os casos de dengue são maiores, como, por exemplo, o município de Oiapoque. Estivemos durante vários dias naquela cidade em busca dos focos da malária, palestrando com os cidadãos e também visitamos várias aldeias indígenas, onde temos a intenção de formar equipes fixas para a diminuição dos casos de malária" disse Liliany Rodrigues, coordenadora da CVS.

Números

No mundo, atualmente, cerca de 243 milhões de casos de malária e 863 mil óbitos são registrados por ano, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). As regiões mais afetadas são África, América do Sul e Ásia. No Brasil, 49 milhões de pessoas vivem em áreas de risco.

Malária

É uma doença infecciosa aguda, causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium. A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de uma pessoa doente.

Os criadouros preferenciais do mosquito transmissor da malária são os igarapés, por suas características: água limpa, sombreada e parada. Em humanos, se não for tratada, a malária pode evoluir rapidamente para a forma grave e levar a óbito. Entre os sintomas, os mais comuns são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. O período de incubação varia de oito a 17 dias, podendo, entretanto, chegar a vários meses em condições especiais.

Tratamento

A malária tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Ainda não existe uma vacina disponível contra a doença. Contudo, algumas medidas de proteção individual contra picadas de insetos devem ser utilizadas, principalmente nas áreas de risco. O uso de mosquiteiro impregnado com inseticida; o uso de telas nas portas e janelas; o uso de repelente e, ainda, evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito - manhã e final da tarde - são exemplos de medidas que devem ser adotadas para evitar a transmissão.

Por Wagner Cubilla/Sesa

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