13 de agosto de 2011

Sarney nega relação com acusada e interesse em projeto

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou ontem (12), por intermédio de sua assessoria, envolvimento no esquema de desvio de verbas do Ministério do Turismo, repassadas para o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), uma ONG de fachada criada no Estado do Amapá.

Sarney disse que a única emenda de seu interesse no Estado, que destinava R$ 975 mil para o museu do Parque Nacional do Tumucumaque, não foi efetivada, "virou pó", segundo um assessor. Ele também negou que Sarney tenha conversado ou procurado o secretário de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, para falar de emenda de seu interesse. "Sarney nunca procurou Colbert nem ninguém do Ministério do Turismo para pedir nada", informou a assessoria.

Segundo o senador, "há um bom tempo" ele não tem mais ligação com a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), que teria feito campanha para seu desafeto político, o ex-governador João Capiberibe (PSB). Na verdade, em 2010, ela apoiou Camilo Capiberibe para o governo.

Pelaes é autora de duas emendas para o Ibrasi, relacionadas a dois convênios com o Ministério do Turismo, no valor de R$4 milhões e de R$ 5 milhões.

O assessor disse que Sarney não quis falar na quinta-feira (11) sobre o escândalo, quebrando a rotina de responder a perguntas dos repórteres quando chega ao Senado, para não "entrar" em tema com o qual tem nada a ver.

Encarregada da Operação Voucher, que resultou na prisão de 35 pessoas envolvidas nas irregularidades entre o Ministério do Turismo e entidades do Amapá, a Polícia Federal afirma, com base numa gravação autorizada pela Justiça, que José Sarney teria "interesse" em projeto que recebeu R$ 3 milhões e nunca saiu do papel. Em um dos diálogos, revelados pelo portal do Estado, Colbert afirma: "E tem que ver aquela obra lá do Amapá, aquela lá da Fátima Pelaes, daquela confusão do mundo todo que é interesse do Sarney. Tá certo? Que se cancelar aquilo, aquilo tá na bica de cancelamento, enfim, algumas que eu sei de cabeça, assim. Cancela aquela, pega Sarney pela proa, já vai ser mais confusão ainda, ok?". O projeto foi assinado pelo secretário executivo do ministério, Frederico da Silva Costa.

NHMET alerta sobre as variações climáticas no Amapá

O Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMET) do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) desenvolve o trabalho da previsão do tempo e clima para o Estado.

O departamento desenvolve coleta e análises de boletins meteorológicos diários, além da previsão da altura da maré, de pesquisas relacionadas com modelos meteorológicos, hidrológicos, entre outras.

De acordo com o mestre em Meteorologia do NHMET do Iepa, Jefferson Vilhena, o trabalho do Núcleo é importante, uma vez que os alertas meteorológicos visualizados com antecedência servem para que a população possa se prevenir perante a estes acontecimentos.

O Estado do Amapá se encontra em uma região de forte variabilidade climática, que compreende um período chuvoso e outro seco. Durante o período chuvoso observam-se as enchentes e alagamentos das cidades, enquanto que no período seco observam-se os incêndios.

Segundo Vilhena, diante das pesquisas realizadas recentemente, existe uma anormalidade do clima, que se encontra em constante alteração devido às mudanças climáticas (de ordem global) e às alterações das cidades (de ordem local). Para tanto, a junção desses fatores alteram consideravelmente o clima da terra.

“No momento estamos observando a desintensificação de um evento que ocorre no Oceano Pacífico, chamado de La niña, que tem como principal característica alterar o regime de chuvas no Estado. Por isso, é provável ter aumentado tanto em quantidade, quanto em período de ocorrência as chuvas no Amapá, fazendo com que se prolongue o período chuvoso, que normalmente terminaria no início de julho”, explicou Vilhena.

Ele ressalta ainda que para os próximos dias as chuvas diminuam de intensidade, sendo cada vez menos frequentes. Porém, de acordo com as previsões, os períodos de chuvas voltarão a se intensificar a partir da segunda quinzena do mês de outubro, devido à persistência do fenômeno La niña.

Meteorologista

Tem por finalidade desenvolver pesquisas relacionadas ao tempo e ao clima, como também disponibilizar as informações das condições do tempo (previsão do tempo), como temperatura, vento, umidade relativa do ar e da chuva.

Por Fabíola Gomes
Assessora de Comunicação

12 de agosto de 2011

Operação Voucher: MPF conclui inquérito e envia caso de deputada ao STF

O Ministério Público Federal no Amapá encerrou nesta sexta-feira (12) o inquérito sobre o esquema de corrupção no Ministério do Turismo. Segundo o procurador da República, Celso Leal, os envolvidos serão denunciados nos próximos dias e a suspeita sobre a participação da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) será enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). "A investigação está concluída e os autos agora serão remetidos ao STF para analisar o caso da deputada", afirmou.

Conforme o Jornal O Estado de São Paulo revelou com exclusividade, o nome da deputada aparece em pelo menos quatro depoimentos como destinatária do dinheiro. Ela tem foro privilegiado no STF e somente a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, tem prerrogativa para investigá-la na área criminal.Com o encerramento do inquérito, o MPF consegue impedir que todo o inquérito seja enviado ao STF, o que prejudicaria a denúncia sobre os demais envolvidos. O Supremo e a PGR vão receber todos os autos, mas apenas para analisar o envolvimento de Fátima Pelaes.

De acordo com os relatos presentes no inquérito da polícia, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, Fátima Pelaes teria montado um conluio no Amapá para levar recursos públicos para ela própria e para a campanha à sua reeleição, no ano passado. A deputada é autora das emendas parlamentares que favoreceram o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade pivô do esquema investigado pela Polícia Federal. A operação Voucher, desencadeada pela polícia na última terça-feira, prendeu 35 pessoas, incluindo os quatro investigados que prestaram os depoimentos que comprometem a deputada.

Um dos depoimentos é de Merian Guedes de Oliveira, que aparece como secretária da Conectur, cooperativa fantasma do Amapá que, segundo a investigação, foi subcontratada pelo Ibrasi por R$ 250 mil e teve convênio com o próprio Ministério do Turismo em 2009 no valor de R$ 2,5 milhões. Merian disse que foi avisada pelo patrão e dono da Conectur, Wladimir Furtado, que a deputada Fátima Pelaes ficaria com os recursos do Turismo destinado ao Amapá. Furtado foi preso na operação da PF de terça-feira.

De acordo com o relato à polícia, Merian "ficou sabendo de Wladimir que, na divisão do dinheiro, a deputada Fátima Pelaes ficou com maior parte do valor destinado à empresa, inclusive tendo Wladimir comentado que o dinheiro destinado à empresa não seria suficiente para pagar os encargos financeiros. Que a tratativa refere-se ao primeiro repasse no valor de R$ 2.5000.000,00". Esse repasse citado diz respeito ao dinheiro transferido pelo Ministério do Turismo para a Conectur em 2009.

No depoimento, Merian disse ainda que "ouviu de Wladimir estar preocupado de ter sido incluído pela deputada Fátima Pelaes neste esquema de desvio de dinheiro público, o que poderia culminar com a prisão de Wladimir". Merian ainda afirmou à PF que "os demais repasses de dinheiro/recurso feitos à empresa Conectur na verdade foram desviados para a deputada Fátima Pelaes, não tendo ficado qualquer valor com a empresa ou com Wladimir". Em seu depoimento, Wladimir Furtado se identificou como "turismólogo" e afirmou "nunca entregou nenhum dinheiro para Fátima Pelaes".
Um sobrinho dele, David Lorrann Silva Teixeira, no entanto, confirmou a mesma versão sobre o suposto envolvimento da deputada do PMDB no esquema de corrupção no Turismo. Teixeira aparece na investigação como tesoureiro da Conectur. Segundo ele, "seu tio falava que ganharia 10% do total e a deputada federal Fátima Pelaes ficaria com aproximadamente R$ 500.000,00 do total". A deputada, segundo ele, tinha "pressa" para liberar os recursos.

Outro depoimento que menciona o nome da deputada foi o dado por Errolflynn de Souza Paixão, que já foi sócio da Conectur. Segundo ele, "Wladimir chegou a dizer que o dinheiro seria devolvido à deputada". "A deputada tinha pedido para ele (Wladimir) apresentar uma entidade que pudesse receber o recurso da emenda para desenvolver um trabalho de qualificação do Turismo. E ele (Wladimir) disse: 'Eu sei que a entidade pega o dinheiro e retorna para ela", afirmou. Já outra depoente, Hellen Luana Barbosa da Silva, afirmou aos policiais que, na sua opinião, "a deputada Fátima Pelaes indicou o Ibrasi para receber parte do dinheiro para financiar sua campanha à reeleição".

Justiça manda soltar secretário do Turismo e mais 5

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília (TRF1) concedeu hoje (12) habeas-corpus para o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, e mais cinco presos preventivamente pela Polícia Federal na terça-feira, durante a Operação Voucher. Ele terá que pagar uma fiança de 200 salários mínimos, ou seja, R$ 109 mil.

Até o início da noite, o juiz convocado Guilherme Mendonça Boehler havia concedido liberdade também a Colbert Martins da Silva Filho, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo; Jorge Kengo Fukuda, especialista na área de transportes - também sob pagamento de fiança -; Dalmo Antônio Tavares Queiroz, coordenador de projetos da Fundação Universa; Gláucia de Fátima Matos e Kérima Silva Carvalho, servidoras do ministério.

Para a decisão, o juiz considerou, segundo o TRF1, que os presos não são de alta periculosidade e não devem tumultuar as investigações, uma vez que já foram afastados os que são servidores públicos. Para Boehler, as investigações já estão bastante adiantadas, com a coleta de documentos, perícias e depoimentos. Segundo o tribunal, 16 pedidos de habeas-corpus foram protocolados pelas defesas e mais presos podem ganhar o benefício ainda hoje.

Eles são suspeitos de envolvimento com um suposto esquema de desvio de recursos de convênio com o Ministério do Turismo. As investigações começaram em abril, após um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). A Polícia Federal informou que as estimativas são de que dois terços do convênio de R$ 4,4 milhões tenham sido desviados. A proposta era capacitar 1,9 mil pessoas no Estado do Amapá.

Na terça-feira, 36 pessoas supostamente envolvidas haviam sido presas. No entanto, o número havia caído para 18 na quarta-feira, pois os presos temporariamente foram liberados.

Projeto ligado a Sarney leva R$ 3 mi e não sai do papel

Fonte: Agência Estado

Um projeto do Ministério do Turismo que, segundo a Polícia Federal, seria de interesse do senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu R$ 3 milhões do governo e nunca saiu do papel. No inquérito, o convênio é apelidado de "Amapá 2". A polícia trata o contrato, ainda em vigência, como "fraudes em andamento". "Em diversas interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, é possível perceber a preocupação dos investigados com este convênio que chamam de Amapá 2", diz relatório da PF obtido pela reportagem.

Trata-se, segundo o inquérito, do contrato firmado pelo Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade de fachada que é pivô do esquema investigado. O convênio, no valor total de R$ 5 milhões, foi assinado para "Implantação de processos participativos para Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Turismo do Estado do Amapá", mas nunca existiu de fato. A ONG tem sede em uma sala num pequeno centro comercial de Macapá.

Esse contrato foi assinado por Frederico Silva da Costa, atual secretário executivo do ministério, preso pela PF sob acusação de envolvimento no esquema. Segundo o inquérito, o Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga esse contrato.

Operação Voucher: MP deve enviar denúncias de deputada ligada a escândalo do Turismo ao STF

Fonte: O Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal no Amapá já avalia enviar ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República as denúncias de envolvimento da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) com o esquema de corrupção no Ministério do Turismo. Conforme o Estado revelou com exclusividade, o nome dela aparece em pelo menos quatro depoimentos como destinatária do dinheiro. A deputada nega as acusações.

A decisão de comunicar o caso dela ao STF será discutida nesta sexta-feira, 12, pelos responsáveis pelo inquérito no Amapá com a Justiça. A deputada tem foro privilegiado no STF e somente a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, tem prerrogativa para investigá-la na área criminal. Os investigadores avaliaram que, no conjunto de todos os depoimentos prestados, o envolvimento de Fátima Pelaes foi a grande novidade até agora.

A estratégia do MPF é tentar, diante disso, evitar que todo o inquérito seja remetido ao STF. Se depender do Ministério Público no Amapá, a investigação será desmembrada: as acusações contra a deputada seguirão para a PGR e o STF e o restante continuará em Macapá para que a denúncia seja feita à Justiça contra os envolvidos nas próximas semanas.

De acordo com os depoimentos presentes no inquérito da polícia, obtidos pelo Estado, Fátima Pelaes teria montado um conluio no Amapá para levar recursos públicos para ela própria e para a campanha à sua reeleição no ano passado. A deputada é autora das emendas parlamentares que favoreceram o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade pivô do esquema investigado pela PF. A operação Voucher, desencadeada pela polícia na terça-feira, prendeu 35 pessoas, incluindo os quatro investigados que prestaram os depoimentos que comprometem a deputada.

Um dos depoimentos é de Merian Guedes de Oliveira, que aparece como secretária da Conectur, uma cooperativa fantasma do Amapá que, segundo a investigação, foi subcontratada pelo Ibrasi por R$ 250 mil e teve convênio com o próprio Ministério do Turismo em 2009 no valor de R$ 2,5 milhões. Merian disse que foi avisada pelo patrão e dono da Conectur, Wladimir Furtado, que a deputada Fátima Pelaes ficaria com os recursos do Turismo destinado ao Amapá. Furtado foi preso na operação da PF na terça-feira.

De acordo com o relato à polícia, Merian "ficou sabendo de Wladimir que na divisão do dinheiro a deputada Fátima Pelaes ficou com maior parte do dinheiro destinado à empresa, inclusive tendo Wladimir comentado que o dinheiro destinado a empresa não seria suficiente para pagar os encargos financeiros. Que a tratativa em comento refere-se ao primeiro repasse no valor de R$ 2.5000.000,00". Esse repasse citado refere-se ao dinheiro transferido pelo Ministério do Turismo para a Conectur em 2009.

No depoimento, Merian disse ainda que "ouviu de Wladimir estar preocupado de ter sido incluído pela deputada Fátima Pelaes neste esquema de desvio de dinheiro público, o que poderia culminar com a prisão de Wladimir". Merian ainda afirmou à PF que "os demais repasses de dinheiro/recurso feitos a empresa Conectur, na verdade foram desviados para a deputada Fátima Pelaes, não tendo ficado qualquer valor com a empresa ou com Wladimir". Em seu depoimento, Wladimir Furtado se identificou como "turismólogo" e afirmou "nunca entregou nenhum dinheiro para Fátima Pelaes".

Deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP): NOTA DE ESCLARECIMENTO

Uma das bandeiras da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) é o desenvolvimento do potencial turístico do Amapá, buscando assim, emprego, renda e para crescimento do Estado. Ex-Secretária de Estado de Turismo, a Deputada Federal já destinou mais R$ 20 milhões em obras de infra-estrutura turística no Estado, muitas delas, infelizmente, ainda não foram concluídas.

Um importante projeto é o Pier do Santa Inês, que prevê a urbanização da orla do bairro de Macapá, no valor de R$ 7,8 milhões. Somente na cidade de Santana são três grandes projetos: a construção do Pórtico no Igarapé da Fortaleza, no valor de R$ 1 milhão, o centro de informações turísticas na área portuária, de R$ 200 mil e a construção da primeira etapa do mercado para vendas de produtos regionais, orçado em R$ 1 milhão.

Outra importante obra defendida pela deputada Fátima Pelaes é o projeto do Parque do Meio do Mundo, fruto de uma emenda de R$ 6,8 milhões, que prevê a revitalização de um dos mais importantes pontos turísticos de Macapá. Na capital do Estado a deputada garantiu recursos para a construção do Centro de Eventos, Convenções e Informações Turísticas, na Fazendinha no valor de R$ 1,360 milhão..

Para a cidade de Cutias, o projeto de R$ 500 mil permitirá a construção do Balneário de Gurupora. Em Vitória do Jari, a deputada apoiou o projeto de construção, urbanização e revitalização da Orla Fluvial do município com uma emenda de R$ 2,5 milhões. No Oiapoque, a Deputada destinou meio milhão para obras calçamento na cidade e para revitalização da orla a deputada conseguiu R$ 2,8 milhões.

A deputada destinou R$ 4 milhões para projetos de qualificação e para o Prodetur foram mais R$ 5 milhões. A destinação desses recursos tiveram como base estudos elaborados pelo Ministério do Turismo, que desde a gestão de Walfrido dos Mares Guia vem apresentam às bancadas a necessidade de cada Estado para avaliação dos parlamentares caso haja interesse de apresentar emendas.

“Tendo sido Secretária de Turismo, sempre tive a preocupação de desenvolver esse setor, que apresenta um enorme potencial no nosso Estado. O turismo, inclusive, tem contribuído para o desenvolvimento do nosso país em várias regiões”. É importante salientar que a deputada trabalhou também recursos em outras áreas importantes como: saúde, segurança, educação, combate as drogas, exploração sexual de crianças e adolescentes e garantia dos direitos das mulheres.

Sobre o envolvimento do nome da deputada nas denúncias de fraude no Ministério do Turismo, Fátima Pelaes declara que até onde tinha conhecimento, a instituição vinda realizando cursos, sendo até convidada para cerimônias de entrega de certificado. “Fui a uma entrega no Oiapoque. Agora, não posso assegurar quais os valores destinados em cada curso e a qualidade dos serviços. Isso é uma função dos órgãos responsáveis”, informou.

A parlamentar informou que motivada por notícias veiculadas em uma revista de circulação nacional solicitou, por meio do ofício 115/2010, de 21 de dezembro de 2010, “uma rigorosa análise técnica e jurídica e o que ainda couber” sobre as verbas destinadas. “Estou acompanhando o desenrolar da investigação dos órgãos competentes com a expectativa de que todos os fatos sejam esclarecidos e, na identificação dos culpados, que sejam punidos ”, declarou.

A parlamentar estranhou as declarações de Erronflyn Paixão, questionou e considerou-as levianas. “Se é verdade que Wladimir lhe disse mesmo isso por que Errolflyn não denunciou na época. Se alguém fica sabendo de algo tão grave assim e não faz nada no mínimo é conivente”, disse Fátima.

Enquanto a Wladimir, ressaltou que embora o conheça, ele não faz de seu grupo político, prova disso é sua esposa, Ley Furtado, foi candidata a deputada federal pelo PTC nas últimas eleições.

Ainda sobre as declarações de dirigentes da Conectur, a deputada repudia toda e qualquer acusação do seu nome com recebimento de recursos de empresas, instituições ou qualquer esquema fraudulento. Ela afirma que todas as declarações são caluniosas e que irá tomar as medidas cabíveis. “Meu sigilo bancário, fiscal e telefônico estão à disposição”, disse.

“Tenho minha família, meu marido e meu filho, procuro honrá-los, juntamente com o povo do Amapá. Tenho temor a Deus e a certeza de que todos os fatos serão esclarecidos”.

Protesto pede redução da tarifa de ônibus em Macapá

Na manhã de ontem (11), estudantes de Macapá (AP) foram às ruas para protestar contra aumento da tarifa de ônibus que passou para R$ 2,30. O movimento contou com a participação de várias frentes estudantis, que caminharam pela Avenida FAB ate a Câmara dos Vereadores. Um grupo adentrou ao órgão e fez cobranças aos representantes da casa, pedindo uma solução para a decisão.

A ideia da passeata surgiu na ultima terça-feira (9), quando foi informado que a tarifa de ônibus passaria a ser de R$ 2.30, momento no qual os movimentos estudantis da Unifap e UEAP se reuniram e resolveram fazer a passeata principal.

O grupo de manifestantes se reuniram na área da UEAP, e seguiram com um trio elétrico, mobilizando os estudantes de outras instituições. “Nós preparamos essa mobilização, para trazer os estudantes para o eixo FAB, onde concentramos o ato e caminharemos contra o aumento da tarifa, pois os estudantes acham isso um abuso, valor esse que vai contra as condições dos trabalhadores que ganham um salário mínimo, e tem que manter três filhos na escola, dando dinheiro todos os dias para que eles cheguem à escola” contou Max Yataco, estudante da UEAP e militante do Campo Contra Ponto.

Junto com o Contraponto, estavam outras forças como: Vamos a Luta, Anel, UJS, UJSB, estudantes secundaristas que uniram forças contra a decisão da justiça. De acordo com os coordenadores da passeata, isso e só o inicio dessa manifestação que deve perdurar ate o fim da semana que vem.

De acordo com os estudantes, esse aumento foi visto como um presente de grego, para o Dia do Estudante que foi comemorado ontem. De inicio, o ato não queria pretendia entrar e falar com algum representante do executivo municipal, porem com o decorrer da passeata, o grupo ganhou um espaço na plenária da Câmera dos Vereadores, onde os Coordenadores Yan e Areta entraram e expuseram aos vereadores uma posição quanto a decisão.

“Esse passo e só o inicio das passeatas dos estudantes, que devem esta voltando na próxima quarta feira para o eixo FAB, onde chegaremos com mais forças para uma segunda passeata de cobranças aos nossos representantes sobre esse preço abusivo” disse Cássia Evangelista, do DCE UNIFAP/Vamos a Luta.

Falhas

Alguns vereadores anunciaram que vão recorrer da decisão, porém, a maioria assinou a favor da planilha apresentada pela Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU), estabelecendo o valor.

O desembargador Agostinho Silvério decidiu no último dia do prazo o aumento da tarifa para R$ 2,30. Cabe então a EMTU e Câmara dos Vereadores encontrar uma saída para a questão, que pelo jeito, deve fixar o valor da tarifa por um bom período.

Fonte: Jornal do Dia

11 de agosto de 2011

Autora de emenda recebeu dinheiro desviado do Turismo, dizem investigados

Fonte: O Estado de São Paulo

Pelo menos quatro depoimentos de investigados na Operação Voucher à Polícia Federal afirmam que a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) recebeu parte dos recursos desviados do esquema fraudulento no Ministério do Turismo. Ela é a autora da emenda que deu origem aos convênios suspeitos.O Estado teve acesso aos depoimentos. De acordo com os relatos, a deputada teria montado um esquema no Amapá para levar recursos públicos para ela própria e para a campanha à sua reeleição no ano passado.

Um dos depoimentos é de Merian Guedes de Oliveira, que aparece como secretária da Conectur, uma entidade fantasma que, segundo a investigação, foi subcontratada pelo Ibrasi por R$ 250 mil e teve convênio com o próprio Ministério do Turismo em 2009 no valor de R$ 2,5 milhões.

Merian disse que foi avisada pelo seu patrão e dono da Conectur, Wladimir Furtado, que a deputada Fátima Pelaes ficaria com os recursos do Turismo. Furtado foi preso na terça-feira. De acordo com o depoimento, Merian "ficou sabendo de Wladimir que na divisão do dinheiro a deputada Fátima Pelaes ficou com maior parte do dinheiro destinado à empresa, inclusive tendo Wladimir comentado que o dinheiro destinado a empresa não seria suficiente para pagar os encargos financeiros. Que a tratativa em comento refere-se ao primeiro repasse no valor de R$ 2.5000.000,00".

E o depoimento continua: "Que ouviu de Wladimir estar preocupado de ter sido incluído pela deputada Fátima Pelaes neste esquema de desvio de dinheiro público, o que poderia culminar com a prisão de Wladimir". Merian ainda afirmou à PF que "os demais repasses de dinheiro/recurso feitos a empresa Conectur, na verdade foram desviados para a deputada Fátima Pelaes, não tendo ficado qualquer valor com a empresa ou com Wladimir".À PF, Wladimir Furtado disse que "nunca entregou nenhum dinheiro para Fátima Pelaes".

Entretanto, um outro depoimento, agora do sobrinho dele, David Lorrann Silva Teixeira, confirmou a mesma versão da secretária. O sobrinho aparece na investigação como tesoureiro da Conectur. Segundo ele, "seu tio falava que ganharia 10% do total e a deputada federal Fátima Pelaes ficaria com aproximadamente R$ 500.000,00 do total". A deputada, segundo ele, tinha "pressa" para liberar os recursos. Outro depoimento que menciona Fátima Pelaes foi dada por Errolflynn de Souza Paixão, que já foi sócio da Conectur. Segundo ele, "Wladimir chegou a dizer que o dinheiro seria devolvido à deputada".

Já outra depoente, Hellen Luana Barbosa da Silva, afirmou aos policiais que, na sua opinião, "a deputada Fátima Pelaes indicou o Ibrasi (entidade que recebeu duas emendas de R$ 9 milhões de Fátima) para receber parete do dinheiro para financiar sua campanha à reeleição". Procurada pela reportagem do Estado em seu gabinete a deputada não foi localizada. A reportagem informou, então, o conteúdo das gravações à assessoria e pediu uma entrevista. A deputada, porém, até o fechamento desta nota, não respondeu.

PSOL se organiza em todo Amapá e debate eleições 2012

A partir do dia 20 de agosto o Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/AP dará início ao calendário de plenárias que acontecerão em 15 municípios do Amapá até outubro. Os primeiros encontros terão lugar em Ferreira Gomes, Porto Grande, Laranjal do Jari e Vitória do Jari. Na pauta, a renovação das direções municipais, escolha de delegados para o encontro estadual e indicativos para as eleições 2012.

O PSOL deverá ter candidaturas majoritárias em pelo menos sete municípios: Macapá, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Laranjal do Jari, Pracuuba, Itaubal e Oiapoque. Amanhã (12) o partido fará uma plenária com pré-candidatos em Macapá para iniciar o processo de organização do partido para o ano eleitoral. Djalma do Espírito Santo, presidente do PSOL no estado, trabalha no sentido de manter a unidade e a capacidade de diálogo interno.

Por Márcia Corrêa